sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Ex-Google funda igreja que tem um robô como Deus

Já vimos um homem que se casou com uma “mulher-robô”, em cerimônia que teve a presença de amigos e da mãe do noivo. Segundo reportagem do G1, o jovem chinês Zheng Jiajia afirmou querer viver com sua companheira de lata silicone “até que a morte -ou os problemas de bateria- os separem”. Já vimos também uma mulher apaixonada, e também com pretensões de formalizar união com sua “alma gêmea” robótica: a humana francesa Lilly (busque aqui) se diz satisfeita com sua opção afetiva (“robosexual”), que não gosta do contato físico com pele humana, e que anseia pelo dia em que as leis de seu país permitirão o casamento entre robôs e humanos. As previsões de alguns especialistas como Henrik Christensen e David Levy (autor de Love+Sex with Robots: The Evolution of Human-Robot Relationships (“Amor e Sexo com Robôs: A Evolução dos Relacionamentos entre Humanos e Robôs”)) de poucos anos atrás, de que algumas pessoas logo estariam fazendo amor com robôs, já estão se concretizando. "Pode soar meio estranho, mas não é. Amor e sexo com robôs são inevitáveis", afirmou Levy há uma década ao site LifeScience. E mais: as sociedades devem estar preparadas para o caso de robôs exigirem suas liberdades sexuais. Quais seriam as atividades sexuais passíveis de regulação?, indaga a jurisperita da Universidade de San Diego, Anna Russel.



A “boa nova” no campo da sociologia é que um ex-engenheiro do Google, Anthony Levandowski, segundo a Wired, fundou uma organização religiosa chamada Way of the Future (“Caminho do Futuro”), cujo propósito é nada mais nada menos do que "desenvolver e promover a realização de uma Divindade baseada na Inteligência Artificial". Segundo comentam na Business Insider, no contexto do Vale do Silício, a ideia de uma religião baseada em inteligência artificial não é tão absurda quanto parece. Vários executivos da região acreditam na Singularidade - o momento em que a inteligência artificial ultrapassará a humana. Raymond Kurzweil (um dos fundadores da Universidade da Singularidade e autor de A Era das Máquinas Espirituais e La Singularidad está cerca: Cuando los humanos transcendamos la biología), diz que a Singularidade poderá chegar já em 2045. O fato de eventualmente atingirmos a Singularidade, no entanto, isoladamente não seria suficiente para impulsionar ou explicar o surgimento de um ou mais Deuses compostos de circuitos cerebrais não biológicos ou “artificiais”. Não obstante, dada a quantidade de Deuses que uma grande parte da humanidade venera ou adorou ao longo de sua história (a Wikipédia lista algumas centenas de Deuses e divindades, dentro das mitologias cristã, islâmica, egípcia, grega etc.), não seria surpreendente que muitos humanos passassem a se ajoelhar diante de robôs, eventualmente - ou provavelmente (na visão de alguns dos futuristas citados) - muito mais racionais que eles.
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