Grupos e canais de línguas indígenas · Telegram

Idiomas brasileiros:
[grn] CPAMs Guarani: Grupo de estudantes da língua guarani (Avañe’ẽ).
[yrl] CPB Nheengatu: Grupo de estudantes do Nheengatu, a língua geral amazônica, de origem tupi.
[tpw] CPB Tupi: Grupo relacionado à língua tupi antiga, pertencente ao tronco linguístico Tupi.
[grn] CPB Ze’egete (Guajajara): Grupo de interessados na língua guajajara, também conhecida como ze’egete, da família Tupi-Guarani.
[bwi] CPB Baniwa: Grupo de estudantes da língua baniwa, da família linguística Aruak, falada principalmente na região do Alto Rio Negro, no Amazonas.
[grn] CPB Mbya Ayvu: Grupo de interessados no guarani mbya, uma língua indígena da família Tupi-Guarani.

O Brasil possui uma das maiores diversidades linguísticas indígenas da América do Sul. O Censo Demográfico de 2022 identificou 295 línguas indígenas, faladas ou utilizadas nos domicílios por cerca de 475 mil pessoas indígenas. Entre as línguas com comunidades expressivas de falantes estão o Tikúna, o Guarani Kaiowá, o Guajajara e o Kaingang. Essa diversidade representa um patrimônio cultural e histórico fundamental, embora muitas línguas enfrentem riscos de desaparecimento.

Essas línguas pertencem a diferentes famílias e troncos linguísticos. O tronco Tupi, por exemplo, inclui a família Tupi-Guarani, à qual pertencem línguas como o guarani — incluindo a variedade mbya —, o guajajara e o antigo tupinambá. O Nheengatu, conhecido como língua geral amazônica, desenvolveu-se a partir de variedades de origem tupi e foi amplamente utilizado como língua de comunicação na Amazônia. Continua vivo, com milhares de falantes, especialmente na região do Rio Negro. O Tupi antigo, por sua vez, teve grande importância no período colonial, embora não seja hoje uma língua comunitária de uso cotidiano comparável ao guarani ou ao Nheengatu.

A diversidade linguística brasileira vai muito além das línguas de origem tupi. O Baniwa, por exemplo, pertence à família linguística Aruak e é falado principalmente na região do Alto Rio Negro, no Amazonas. Sua presença evidencia que as línguas indígenas brasileiras têm origens e estruturas variadas, não podendo ser agrupadas em uma única família. O Baniwa também integra o conjunto de línguas reconhecidas como cooficiais em São Gabriel da Cachoeira, ao lado do Nheengatu, do Tukano e do português.

A influência indígena permanece profundamente presente no português brasileiro. Palavras como abacaxi, mandioca, caju, capivara, tatu, jacaré e pipoca têm origem em línguas indígenas, sobretudo no tupinambá e em outras variedades de origem tupi. Essa herança aparece igualmente nos nomes de cidades, rios e regiões, como Paraná, Pará, Curitiba e Piratininga, além de expressões populares e referências à culinária e ao folclore. A influência foi principalmente lexical, sem que o português deixasse de pertencer à família das línguas românicas.

As línguas indígenas continuam presentes na educação e na produção cultural. Existem escolas que utilizam esses idiomas no ensino, professores indígenas que produzem materiais didáticos e iniciativas de publicação de livros, registro de narrativas tradicionais, música e audiovisual. Línguas como o guarani mbya, o guajajara e o baniwa fazem parte de comunidades que mantêm práticas linguísticas próprias e iniciativas de transmissão cultural. Entretanto, o acesso à educação bilíngue e aos materiais escritos varia muito entre comunidades, e a transmissão das línguas às novas gerações continua sendo um desafio. Preservá-las significa proteger não apenas formas de comunicação, mas também conhecimentos tradicionais, histórias, identidades e diferentes maneiras de compreender o mundo.

Outros países:
[arn] CPAMs Mapudungun: Grupo de falantes da língua mapuche.
[qom] CPAMs Qom (Toba): Grupo de interessados na língua qom.
[que] CPAMs Quíchua Runa Simi (Quechua): Grupo de falantes da língua quéchua.
[ona] CPAMs Selk'nam (Ona): Grupo relacionado à língua indígena selk'nam.
[nah] CPAMs Asteca Nahuatl: Grupo de falantes da língua indígena náhuatl, historicamente associada aos astecas.

Entre as línguas de outros países presentes na lista acima, o quéchua e o náhuatl destacam-se pelo grande número de falantes e pela importância histórica e cultural: o primeiro está profundamente ligado à história andina e ao Império Inca; o segundo, à civilização asteca e à história do México. Já o mapudungun, dos mapuches, e o qom, falado pelo povo Qom, compartilham com as línguas indígenas brasileiras o desafio de preservar seus usos comunitários e ampliar seu reconhecimento. O selk'nam, associado aos povos originários da Terra do Fogo, merece destaque pelos esforços de recuperação linguística e cultural após um período de severa repressão e declínio de seus falantes. Essas experiências mostram que a preservação das línguas indígenas é também uma forma de proteger a memória e a diversidade cultural das Américas.

🗣️ Para grupos de estudantes dos principais idiomas falados no mundo (espanhol, chinês, inglês, francês etc etc), veja aqui.

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FlashFeed: a rede social em que curtidas prolongam a vida das publicações

A FlashFeed é uma rede social que propõe uma lógica diferente daquela utilizada por plataformas como Instagram, Facebook e X: as publicações têm prazo de validade e dependem da interação dos usuários para continuar visíveis.

A ideia é fazer com que a atenção da comunidade tenha consequências concretas. Em vez de uma publicação permanecer indefinidamente no perfil, ela começa uma contagem regressiva para desaparecer. Curtidas, comentários e compartilhamentos prolongam sua duração. O conteúdo que não desperta interesse acaba desaparecendo, enquanto o que mobiliza pessoas pode continuar circulando por mais tempo.

Como funciona a FlashFeed


A comunidade pode impulsionar ("resgatar") o post:
As interações acrescentam tempo de vida à publicação. Uma curtida adiciona 15 minutos, um comentário acrescenta 1 hora e um compartilhamento, 3 horas.

Se as pessoas continuarem interagindo, a publicação permanece disponível, até atingir o limite máximo de duração permitido (7 dias).

A proposta é evitar um feed cheio de publicações antigas que já não despertam interesse. A plataforma também contabiliza os impulsos recebidos, criando uma espécie de pontuação de popularidade.

São permitidas até 5 publicações efêmeras ativas simultaneamente, além de 3 permanentes.

⚠️ Antes de experimentar: tenha em mente que a Flash Feed ainda oferece poucos recursos de publicação: apenas textos de até 300 caracteres, sem imagens ou links.


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⏳ Redes sociais em que as publicações têm prazo de validade

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Conheça redes sociais que apostam em conteúdos com prazo de validade: as publicações desaparecem automaticamente após determinado período ou quando uma nova postagem é feita. Uma proposta interessante para quem prefere compartilhar o momento presente sem deixar um histórico permanente na internet.


▫️Piips: Sua última publicação é apagada quando você publica uma nova. O feed exibe preferencialmente publicações de pessoas da sua região.

▫️Telegram: Muitas vezes não lembrado como rede social, o aplicativo permite que administradores de canais e grupos configurem a exclusão automática de mensagens, com prazos que variam de 1 dia a 1 ano. Nos chats secretos, o temporizador pode ser ajustado de 1 segundo a 1 semana.

▫️Wall: Dentro do Telegram; permite definir a autoexclusão das publicações entre 1 hora e 7 dias.

▫️Wiremin: Permite configurar os espaços (Spaces) para remover automaticamente as postagens após períodos que variam de 1 hora a 1 ano.

▫️Flash Feed: Uma rede social de publicações efêmeras que podem ter sua duração prolongada por curtidas, comentários e compartilhamentos.

▫️Zapself: Vai além das publicações efêmeras: tanto o conteúdo quanto o próprio perfil são excluídos após 24 horas, embora seja possível "imortalizar" publicações.

▫️Scrrream: Publicações se autodestroem após 7 dias. Permite publicar apenas uma vez por hora, sendo os posts editáveis apenas nos primeiros 14 min.

▫️Nychthemeron (Genjutsu): As publicações são efêmeras e desaparecem após 24 horas.

▫️Marks: Rede social em que as publicações têm 24 horas para conquistar engajamento e permanecer no ar. 

▫️Poosting: As publicações desaparecem após 24 horas, conforme o prazo padrão da plataforma.

▫️Fade: As publicações desaparecem após 6 horas. 

▫️Bitchat: Não é exatamente rede social, mas um mensageiro com salas de bate-papo geolocalizadas em que as mensagens são deletadas em algumas horas.


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Grupos e canais: ⚡ Ateísmo, secularismo e liberdade de consciência no Telegram

Quer conhecer espaços para conversar, aprender e trocar ideias sobre ateísmo, agnosticismo, secularismo, religião e sua relação com a sociedade? Reunimos nesta lista canais e grupos dedicados a esses temas, incluindo comunidades para debates, conteúdos, vídeos e discussões sobre religião, política e Estado laico.

▫️Ateísmo Brasil
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