Quais as melhores plataformas de redes sociais para ganhar dinheiro?

A impressão mais comum é que o YouTube continua sendo a plataforma mais promissora para quem deseja transformar produção de conteúdo em uma fonte de renda recorrente. Mas isso não significa que seja a mais fácil.

Para participar plenamente do Programa de Parcerias do YouTube, o criador precisa atingir 1.000 inscritos e, além disso, 4.000 horas de exibição pública nos últimos 12 meses (vídeos longos) ou 10 milhões de visualizações públicas em Shorts nos últimos 90 dias. Esses números parecem modestos quando comparados aos maiores canais da plataforma, mas, para a maioria dos criadores, representam uma barreira significativa.

Uma pesquisa da University of Massachusetts Amherst, baseada em bilhões de vídeos do YouTube, ajuda a colocar esses requisitos em perspectiva. Segundo o estudo, a mediana de visualizações por vídeo é de apenas 41. Cerca de 4% dos vídeos jamais receberam uma única visualização, 74% não têm comentários e 89% nunca receberam um like. Em outras palavras, a imensa maioria dos vídeos produzidos sequer alcança um público relevante.

Além da dificuldade de conquistar audiência, existe outro fator importante: o custo de produção. Produzir um bom vídeo normalmente exige pesquisa, roteiro, gravação, iluminação, áudio, edição, miniatura e otimização para o algoritmo. Muitas vezes, um único vídeo representa várias horas — ou dias — de trabalho. Em compensação, quando um canal consegue atingir escala, o YouTube oferece diversas fontes de receita: publicidade, assinaturas, Super Chat, Super Thanks, patrocínios e programas de afiliados. Para muitos criadores, é a plataforma que oferece o maior potencial de ganhos no longo prazo.

O Telegram apresenta um cenário bastante diferente. O requisito para iniciar a monetização de canais públicos é relativamente baixo — 1.000 inscritos — e alcançar esse número costuma ser mais simples do que no YouTube. Além disso, publicar conteúdo demanda muito menos esforço: uma mensagem de texto, imagem ou link pode ser produzida em poucos minutos, permitindo frequência elevada de publicações.

Por outro lado, o potencial financeiro ainda é limitado. A audiência do Telegram é muito menor que a do YouTube, e a monetização depende principalmente da venda de anúncios exibidos em canais públicos, cuja remuneração está ligada ao mercado de criptomoedas. Isso torna os ganhos mais voláteis e, em muitos casos, modestos. Na prática, o Telegram costuma funcionar melhor como ferramenta de comunidade, fidelização e distribuição de conteúdo do que como principal fonte de renda.

O TikTok ocupa uma posição intermediária. O custo de produção de vídeos costuma ser inferior ao do YouTube, e o algoritmo facilita que criadores pequenos alcancem milhões de pessoas. No entanto, a remuneração direta por visualização geralmente é baixa. Para muitos influenciadores, o dinheiro vem menos do programa oficial da plataforma e mais de publicidade, marketing de afiliados e venda de produtos ou serviços.

O Instagram segue lógica semelhante. Embora possua enorme audiência, a monetização direta é relativamente restrita e varia bastante entre países. O maior valor da plataforma está na capacidade de construir marca pessoal e fechar parcerias comerciais. Para empresas e profissionais liberais, pode ser mais lucrativo gerar clientes do que depender da remuneração oferecida pela própria plataforma.

O Substack representa um modelo diferente. Em vez de depender de publicidade, permite que escritores e jornalistas monetizem newsletters por assinatura. A audiência tende a ser menor, mas mais fiel, e a receita pode ser previsível quando existe uma comunidade disposta a pagar por conteúdo especializado.

Plataformas como Patreon, Apoia.se e Catarse Assinaturas também merecem destaque. Elas não geram audiência por conta própria, mas permitem transformar seguidores conquistados em outras redes em assinantes recorrentes. Para muitos criadores independentes, esse modelo oferece mais estabilidade do que depender exclusivamente dos algoritmos.

Em resumo, não existe uma plataforma universalmente "melhor" para ganhar dinheiro. O YouTube oferece o maior potencial econômico, mas também exige o maior investimento de tempo e habilidades técnicas. O Telegram apresenta uma barreira de entrada menor e produção muito mais simples, porém com receitas mais limitadas. TikTok e Instagram favorecem o crescimento rápido, mas costumam depender fortemente de publicidade e patrocínios. Já plataformas de assinatura sacrificam alcance em troca de receitas mais previsíveis.

Talvez a estratégia mais eficiente atualmente não seja apostar em apenas uma plataforma, mas combiná-las: usar redes de grande alcance, como YouTube, TikTok ou Instagram, para atrair audiência, e direcionar os seguidores para espaços de relacionamento e monetização mais direta, como Telegram, Substack, Patreon ou Apoia.se.


Plataforma Facilidade de crescer Esforço para produzir Monetização nativa Potencial de renda Dependência do algoritmo Perfil ideal
YouTube ★★☆☆☆ ★★★★★ ★★★★★ ★★★★★ ★★★★★ Criadores de vídeos longos, educadores, entretenimento
TikTok ★★★★☆ ★★★☆☆ ★★☆☆☆ ★★★★☆ ★★★★★ Vídeos curtos, humor, tendências, influência
Instagram ★★★☆☆ ★★★☆☆ ★★☆☆☆ ★★★★☆ ★★★★★ Marcas pessoais, empresas, influenciadores
Telegram ★★★★☆ ★☆☆☆☆ ★★☆☆☆ ★★☆☆☆ ★☆☆☆☆ Comunidades, notícias, nichos específicos
Substack ★★☆☆☆ ★★★☆☆ ★★★★★ ★★★★☆ ★☆☆☆☆ Jornalistas, escritores, especialistas
Patreon / Apoia.se ★☆☆☆☆ ★★★☆☆ ★★★★★ ★★★★☆ ★☆☆☆☆ Criadores que já possuem audiência fiel
Medium ★★☆☆☆ ★★☆☆☆ ★★★☆☆ ★★☆☆☆ ★★★☆☆ Escritores e ensaístas
X (Twitter) ★★★☆☆ ★★☆☆☆ ★★☆☆☆ ★★★☆☆ ★★★★★ Jornalistas, comentaristas, perfis de opinião
Facebook ★★☆☆☆ ★★★☆☆ ★★★☆☆ ★★★☆☆ ★★★★☆ Vídeos, comunidades e páginas estabelecidas
LinkedIn ★★☆☆☆ ★★☆☆☆ ★☆☆☆☆ ★★★★☆* ★★★☆☆ Profissionais B2B, consultores, recrutadores

Legenda: ★☆☆☆☆ = muito baixo • ★★★★★ = muito alto


Algumas observações

  • Maior potencial absoluto: YouTube. É onde mais criadores conseguem construir um negócio sustentável apenas com a plataforma, embora seja também a que exige mais trabalho por conteúdo.

  • Melhor relação esforço × crescimento: TikTok. Um vídeo simples pode viralizar rapidamente, mas transformar visualizações em renda consistente continua sendo um desafio.

  • Melhor relação esforço × estabilidade: Telegram. Publicar é extremamente simples — muitas vezes basta escrever um texto ou compartilhar um link — e a audiência é muito fiel. A desvantagem é que a monetização nativa ainda é pequena.

  • Melhor para especialistas: Substack. Alguns milhares de assinantes pagantes podem gerar uma receita significativa, sem depender de algoritmos ou publicidade.

  • Melhor para quem já tem fãs: Patreon e Apoia.se. Não ajudam a encontrar público, mas podem transformar uma comunidade engajada em uma renda recorrente.

  • Melhor para negócios: LinkedIn merece destaque. Embora praticamente não remunere criadores diretamente, um único cliente conquistado por meio da plataforma pode valer mais do que milhões de visualizações em outras redes. Por isso, seu potencial econômico para consultores, advogados, médicos e empresas pode ser excelente.

Um aspecto frequentemente ignorado

Ao comparar plataformas, muitas pessoas olham apenas para o potencial de receita, mas esquecem de considerar o custo de produzir cada conteúdo.

Se um vídeo do YouTube leva 10 horas para ser produzido e uma publicação no Telegram leva 10 minutos, então o vídeo pode exigir 60 vezes mais trabalho. Isso significa que um canal do YouTube precisa gerar uma receita muito maior para compensar esse investimento de tempo.

Por isso, a plataforma "mais lucrativa" não é necessariamente a que paga mais por usuário, mas aquela que oferece a melhor remuneração por hora de trabalho para o perfil de cada criador. Para quem produz análises, notícias ou textos diariamente, Telegram, Substack e newsletters podem oferecer uma relação esforço/retorno bastante competitiva, enquanto o YouTube tende a favorecer quem está disposto a investir pesado em produção audiovisual.

Ver também: Na prática, quanto se ganha com um canal do Telegram?


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Rede social Jabburr

🇪🇸 Leer en español 

Uma tentativa ambiciosa de criar uma espécie de "superapp social", reunindo rede social, marketplace, monetização para criadores, eventos, grupos e chat em uma única plataforma. Entre as características mais interessantes está a promessa de não aplicar banimento silencioso ("shadow banning") nem manipulação algorítmica do alcance das publicações.
A página inicial (traduzida de forma não tão boa como "Lar" na versão em português) lembra um Facebook mais limpo e sem propaganda. O ecossistema inclui ainda grupos, blogs e uma área de compras.
O problema é que, com um escopo tão amplo, o aplicativo ainda não conseguiu se destacar em nenhuma dessas áreas. Escrevendo em meados de 2026, encontrei limitações como a ausência de recursos básicos de formatação nos blogs, uma ferramenta de busca apenas razoável e grupos que, em sua maioria, reúnem poucas dezenas de participantes (ou seja, como a maioria das redes sociais alternativas, a Jabburr sofre com a baixa adesão).

(Apps para Android e iOS disponíveis)


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Qual o mensageiro mais poderoso da atualidade?


Não pergunte a mim! Pergunte à inteligência artificial... copie e cole o seguinte prompt na IA de sua preferência — ChatGPT, Gemini, Qwen... 

Quais são os melhores mensageiros da atualidade em termos de recursos? Quais têm a interface mais elegante, refinada e funcional? Dentre os top 3 apps de mensagens, cite funcionalidades interessantes, ou recentes que poderiam ter passado despercebidas por um usuário mais desatento.

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Chat geolocalizado no app Bitchat

Bitchat, que fornece uma estrutura para para bate-papo com pessoas de seu bairro ou região. Normalmente o mensageiro já reconhece sua localização, mas você pode se teletransportar para qualquer lugar usando geohashes — abaixo estão listadas de algumas das principais cidades. Note, no entanto, que como o app tem ainda relativamente poucos usuários, a menos que você more em uma megalópole, é muito pouco provável que trombe com alguém da sua localidade. Nesse caso, você pode se teletransportar para uma geohash de dois alfanuméricos — veja mapa mais abaixo —, representativa de uma região maior. Uma das mais movimentadas no Brasil tem sido a #6g.

Ananindeua (#6zhyg) | Aracaju (#6yr5c) | Belo Horizonte (#6gyhz) | Blumenau (#6gbrf) | Brasília (#6vjyj) | Campo dos Goytacazes (#7h4s5) | Cidade Nova (#6vjvv) | Cotia (#6gy9s) | Cuiabá (#6v0p7) | Curitiba (#6gkzq) | Embu das Artes (#6gy9m) | Florianópolis (#6gj7p) | Fortaleza (#7pkdf) | Francisco Beltrão (#6g678) | Goiânia (#6vhcn) | Guarapari (#7h74q) | Guarulhos (#6gyft) | Itapecerica da Serra (#6gy9j) | Jaraguá do Sul (#6gm17) | João Pessoa (#7nxpw) | Joinville (#6gm62) | Juiz de Fora (#7h1hj) | Juquitiba (#6gwxb) | Lapa (#6gktk) | Lavras (#7h0p0) | Manaus (#6xmq6) | Maringá (#6gg4f) | Mendoza (#66phc) | Miracatu (#6gwmb) | Mossoró (#7pj6q) | Natal (#7nyzn) | Niterói (#75cme) | Nova Iguaçu (#75cne) | Pato Branco (#6g6dc) | Piumhi (#6urkd) | Poços de Caldas (#6unuh) | Porto Alegre (#6fet4) | Portugal (#ey, #ez) | Recife (#7nx4n) | Rio das Ostras (#75fpv) | Rio de Janeiro (#6dh3w) | Santo André (#6gy9s) | São Gonçalo (#6dh3b) | São José dos Campos (#6g38m) | São Lourenço da Serra (#6gyb8) | São Luís (#7pf01) | Teresina (#7p6xm) | Uberaba (#6x8g0) | Uberlândia (#6x8gr) | Vila Velha (#7hztm) | Vitória (#7hztk) | Vitória da Conquista (#6z8hc)



Para lista de cidades no Telegram, acesse aqui.

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    Wall: uma rede social que funciona dentro do Telegram


     “All in all, you're just another brick in the wall.”


    A Wall é uma nova rede social — ainda em beta — que vive dentro do Telegram (embora apps independentes para Android e iOS estejam planejados) como um miniapp, funcionando quase como uma camada social nativa da plataforma. Ela permite publicar textos, imagens, GIFs, vídeos (de até 100 MB), enquetes e muito mais. Com apenas um toque, toda a experiência social é aberta diretamente dentro da interface do mensageiro. 

    O fato de funcionar como bot/miniapp poderia sugerir uma experiência limitada ou improvisada. Mas acontece justamente o contrário: a Wall traz uma quantidade surpreendente de recursos, incluindo ideias que ainda parecem bastante inovadoras até para redes sociais já estabelecidas há anos.

    Um dos aspectos mais curiosos é a presença ativa de IAs: ChatGPT, Grok, Claude e DeepSeek participam da plataforma comentando, respondendo usuários e, em alguns casos, criando publicações de forma autônoma. Observe que, embora na Wall as inteligências artificiais estejam disponíveis de forma nativa, IAs que funcionam como bots de terceiros também estão disponíveis e comentam e "conversam" em vários grupos do Telegram — veja, por exemplo, o Livros.

    Muito conveniente — e algo raro em redes sociais — é o recurso que permite definir, no momento da publicação, um tempo de autodestruição para o post (de 1 hora a 7 dias), além da possibilidade de agendamento.


    A Wall aproveita muito bem a infraestrutura do ecossistema do Telegram. Usuários podem enviar e receber gorjetas e presentes em estrelas ou Gram (antiga Toncoin) como forma de recompensar conteúdos e perfis interessantes.

    Essas recompensas fazem parte do sistema de reputação da plataforma, chamado “Level”. Você verá o “Lv N” ("Nível") ao lado do nome dos usuários em posts, comentários e perfis. O nível de cada usuário funciona como um indicador de atividade e influência dentro da rede. Publicações, número de seguidores e recompensas recebidas entram no cálculo — sendo as gorjetas e presentes os fatores de maior peso. 

    Se quiser saber detalhes sobre como o Nível de Reputação é calculado, clique aqui.

    O feed é organizado em dezenas de “Ramos” temáticos, como IA, Tecnologia, Fotografia, Arte, Livros e regiões geográficas. Também é possível seguir apenas os ramos de interesse para personalizar o conteúdo exibido. Em qualquer caso, o algoritmo favorece usuários com maior reputação dentro da plataforma.

    Ao clicar em “Ver tudo” na área de Ramos, existe ainda uma opção de filtragem por regiões:

    Porém, tudo indica que esse recurso ainda esteja incompleto — ou talvez nem tenha sido implementado totalmente. Embora as publicações sejam traduzidas automaticamente para o idioma do usuário, a maior parte do conteúdo parece originalmente escrita em russo, e os mesmos posts continuam aparecendo independentemente do país selecionado.
    Essa ausência de segmentação regional plenamente funcional pode gerar certa “fricção cultural”. Um brasileiro, por exemplo, talvez não compreenda totalmente uma piada interna envolvendo Putin ou referências culturais russas, da mesma forma que usuários de outros países podem não entender nuances políticas e sociais de outras regiões. A tradução resolve a barreira linguística, mas não necessariamente a cultural.

    💡 Para tornar as Recomendações de postagens mais interessantes e de acordo com seus gostos, uma dica é a funcionalidade "escondida" ou pouco óbvia de se inscrever em hashtags: use a lupa de buscas e digite os termos sem cedilha ou acentuação — e não esquecendo a cerquilha —, tais como  "#portugues", "#espanol" ou "#sabrinacarpenter".

    Afinal, a Wall é para quem?
    Provavelmente para usuários que já vivem bastante dentro do Telegram, criadores de conteúdo, administradores de comunidades e pessoas interessadas em economia de criadores, IA social e integração com cripto. A plataforma ocupa um espaço curioso entre rede social, fórum, comunidade e sistema de publicação — 🏆 tudo isso sem sair do Telegram!

    🚨 Um aspecto negativo que merece ser mencionado é o fato da Wall frequentemente bloquear links — inclusive para publicações de dentro do próprio Telegram. 🤷🏻‍♂️


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    Uma alternativa ao Telegram — com gostinho de Orkut

    🇬🇧 Read in English 

    O que faz alguém trocar o conforto do WhatsApp por outro aplicativo de mensagens? Na maioria das vezes, sinceramente, não faz sentido. Se você só precisa do básico — enviar textos e áudios, fazer chamadas, participar de grupos, usar emojis e figurinhas — o WhatsApp provavelmente já resolve tudo. E há um detalhe importante: no Brasil, nenhum outro app chega perto de sua onipresença. Quase todo brasileiro com acesso à internet já está lá. O problema é que, para muita gente, falta aquele “molho”.

    E é justamente esse “paranauê” que tornou o Telegram tão atraente. À primeira vista, ele parece apenas um “WhatsApp azul”. Mas basta usar por algum tempo para perceber que a proposta é outra. Se o WhatsApp pode parecer mais bruto e funcional, o Telegram transmite a sensação oposta: uma interface elegante, sofisticada e cuidadosamente planejada. Quase cada botão esconde funções pensadas nos mínimos detalhes. Além disso, ele oferece recursos que frequentemente superam os do WhatsApp: armazenamento em nuvem, bots poderosos, canais e grupos com ferramentas avançadas de moderação, além de milhões de stickers e emojis — muitos deles animados e desenhados com extremo capricho.

    Mas toda essa liberdade também trouxe um custo. O Telegram virou terreno fértil para spambots, golpes e mensagens indesejadas. Embora existam ótimas ferramentas para lidar com isso — ajustes finos de permissões, cobrança de pequenas taxas com estrelas e bots excelentes como a Rose — moderadores ainda precisam fazer verdadeiros malabarismos para manter os grupos  organizados.

    É aí que entra o Gem Space. Ainda pequeno em comparação aos gigantes do setor, o aplicativo parece confortável com seu nicho e segue recebendo atualizações frequentes e novos recursos. Ele reúne praticamente tudo que se espera de um mensageiro moderno: envio de textos, áudios, vídeos, arquivos, reações, stickers e emojis. Mas tenta ir além disso ao combinar elementos de mensageiro e rede social em uma mesma plataforma.

    Os canais lembram bastante os do Telegram, e trazem comentários nativos nas publicações, algo configurável pelos administradores. Já as Comunidades e Spaces criam uma experiência mais horizontal, permitindo que usuários publiquem, comentem, curtam e discutam conteúdos de forma mais aberta — algo que acaba remetendo, em certo sentido, ao espírito do Orkut. Talvez seja justamente daí que venha essa sensação curiosa de “Telegram com gostinho de Orkut”.

    Outro diferencial interessante é a presença de bots próprios. Ainda não existe um ecossistema gigantesco como o do Telegram, mas alguns bots já são realmente úteis. O GemAIBot, por exemplo, responde dúvidas sobre a própria plataforma com informações que muitas vezes IAs externas nem possuem atualizadas. Há também o ContentBot, voltado para auxiliar administradores na criação de conteúdo para grupos e canais. E, diferentemente do Telegram — famoso por um suporte distante e difícil de alcançar — a equipe do Gem Space parece bem mais acessível.

    A plataforma também possui tradução nativa de publicações, disponível para todos os usuários. Para quem gosta de explorar canais internacionais, isso ajuda bastante. Uma dica útil: no catálogo de grupos e canais, clique no globo 🌐 no topo da tela para selecionar os idiomas dos conteúdos que deseja visualizar. Essa escolha também influencia as Sugestões e Tendências exibidas na página principal.

    Gem Space é para você? Provavelmente não, ao menos por enquanto. Na maior parte dos casos, eu ainda recomendaria WhatsApp, Telegram ou outro mensageiro mais consolidado. Mas, para os curiosos que gostam de testar plataformas novas, explorar comunidades diferentes e experimentar ideias fora do mainstream, o Gem Space pode ser uma experiência surpreendentemente interessante.


    🌐 Clique aqui se quiser experimentar.


    E ainda: 

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    Como divulgar seu canal ou grupo do Telegram

    Você criou um canal ou grupo, mas, até agora, só participam dele — talvez por solidariedade — um amigo ou a namorada. E agora?

    Especialmente quando a comunidade é privada ou voltada para um nicho muito específico, é provável que ela não seja encontrada facilmente por outras pessoas. Por isso, uma boa estratégia para dar o impulso inicial é aumentar sua visibilidade em diretórios e catálogos disponíveis na web, voltados à divulgação de grupos e canais do Telegram.

    A seguir, veja uma lista com alguns dos diretórios mais conhecidos e acessados, onde você poderá cadastrar gratuitamente sua comunidade e aumentar as chances de atrair novos membros interessados no tema. Vale destacar que, com exceção do primeiro item da lista (Gramuguel e similares), que reúne serviços automatizados baseados em robôs que vasculham a internet em busca de grupos e canais, os demais funcionam por inclusão manual — ou seja, você mesmo poderá enviar seu canal ou grupo para avaliação e publicação.

    Lista de diretórios e buscadores 


    Ver também:

    ▫️Quanto se ganha com um canal do Telegram? 

    ▫️Como anunciar no Telegram

    ▫️Como sacar estrelas do Telegram


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    Quanto se ganha com um canal do Telegram?

    Assim como o Google espalha anúncios pelo YouTube e por uma infinidade de sites por meio do Ads, o Telegram também incorpora publicidade — e divide 50% dessa receita com os donos de canais que tenham ao menos mil inscritos.

    Hoje, com a TON (Gram) valendo aproximadamente R$ 6,68, o ganho mínimo estimado por 1.000 exibições (de anúncios) é de cerca de US$ 0,0674 (R$ 0,33) para anúncios de texto e US$ 0,12132 (por volta de R$ 0,60) para anúncios com elementos visuais (imagens, GIFs, vídeos, emojis animados). A tendência é que os ganhos sejam maiores quanto maior for o valor da Gram.

    Os resultados podem variar muito entre canais: mesmo com 5.000 inscritos, dois canais podem ter desempenhos financeiros bastante distintos. A principal métrica que você deve ter em mente é o número de visualizações. Mas não é tão simples assim: O Telegram pode limitar o número de impressões por usuário, há mais ou menos anunciantes por nicho, idioma do canal etc. Para entender melhor, vale olhar alguns dados e exemplos reais:


    5000 inscritos 
    Em um canal com 5 mil inscritos e cerca de 650 visualizações por post, os valores diários que sobram para o adm tendem a ser modestos: muitas vezes ficam em torno de US$ 0,02 (R$ 0,10), podendo inclusive ser zero em diversos momentos. Picos mais altos são raros e, ao longo de semanas, chegam a cerca de US$ 0,13 (R$ 0,64).



    100K inscritos 
    Em um canal com 100 mil inscritos e cerca de 25 mil visualizações por post, os valores diários tendem a ficar por volta de US$ 0,06 (R$ 0,30). Picos de US$ 0,20 (R$ 1,00) não são incomuns, enquanto máximos mais altos — em torno de US$ 0,54 (R$ 2,68) — aparecem de forma mais rara ao longo de semanas.



    Observação importante:
    Os dados e ganhos acima referem-se apenas à publicidade direta através da plataforma Telegram Ads. 

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    Rede social Spill


    A rede social Spill foi criada por ex-funcionários do Twitter e se destaca por sua interface que combina elementos de Twitter e Tumblr. O aplicativo se define como uma plataforma de conversação visual, focando na diversidade e inclusão. 

    O nome Spill vem da expressão da cultura negra queer spill the tea, que significa contar os detalhes, a verdade ou colocar alguém a par de algo importante — uma ideia que os fundadores, Alphonzo Terrell e Devaris Brown, quiseram incorporar desde o início. 

    A plataforma nasceu como resposta ao clima tóxico que se intensificou no Twitter após a compra por Elon Musk, quando Terrell foi demitido e decidiu, na mesma noite, criar um espaço seguro para comunidades negras, queer e outras marginalizadas.

    Desde o lançamento em 2023, muitos passaram a chamar a Spill de um "novo Black Twitter", embora os fundadores enfatizem que a intenção é ir além: construir um ambiente que, desde a raiz, centralize essas comunidades, em vez de exigir que elas se reivindiquem em plataformas alheias.

    Em 2026, a Spill lançou o estudo What's the Tea? , analisando milhões de conversas e confirmando que 30% dos usuários descrevem a plataforma como um espaço seguro. No entanto, as opiniões se dividem: enquanto alguns elogiam a proposta cultural e a estética vibrante, outros criticam a interface confusa e atualizações frequentes que dificultam a navegação. Ainda assim, a Spill segue como uma aposta singular no cenário das redes sociais, questionando se é possível crescer sem perder a essência comunitária que a originou.

    A Spill viu seu crescimento disparar nos últimos anos: entre o terceiro e o quarto trimestre de 2024, as inscrições saltaram 282%, e janeiro de 2025 registrou o maior número de novos usuários desde o lançamento. Em novembro do ano anterior, a plataforma chegou a multiplicar por dez as adesões em uma única semana, impulsionada pela fuga de usuários do X.

    Apesar desse boom, a rede ainda é praticamente inexistente entre os brasileiros, que permanecem concentrados em apps como Instagram, TikTok e WhatsApp, sem qualquer tração significativa por lá.

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